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Expedição Corumbá/Ribeirão -
Dia 2 de Janeiro de 2012

Salto Corumbá na enchente, 01/01/2012. Foto: Cerrado Aventuras
Época de chuva é sempre assim, o melhor a se fazer é aproveitar os esportes com água e se aventurar nas corredeiras e cachoeiras do planalto central. E foi isso que fez a equipe da Cerrado Aventuras no dia 2 de Janeiro de 2012, aproveitando uma chuva forte que começou na madrugada e se estendeu até a manhã, enchendo os rios da região. O objetivo era descer o rio Corumbá, que estava com mais de 3 m de água acima do nível normal gerando grande expectativa na equipe, pois esta seria a descida de bote no rio Corumbá com o maior volume de água já descido pela equipe. E na parte da tarde, ainda teria a descida do Ribeirão do Inferno saindo da Cachoeira Meia Lua até a cidade.
Rio Corumbá
Depois de uma temporada de seis dias intensos de atividade comercial na temporada do ano novo, Guilherme que já tinha avisado antes a turma; "amanhã tenho que descansar, mas acho que terão que me amarrar pra isso acontecer!!..." dito e feito, logo que acorda e percebe a chuva forte, ele já começa a ligar para os outros condutores chamando-os para descer o Ribeirão do Inferno, o rio com maior desnível da região. Primeiro já acorda Nestor, passa em sua casa e saem os dois a procura de Jefferson, que depois de ser acordado pelo seu Chefe e companheiro Guilherme já se preparava pra encarar mais um desafio. E chegando à casa do Jefferson, olha o que acontece, passa de carro o Yari, condutor com ótima experiência na água, já com os seus sete anos de vivência com o rafting que sem tremer, aceita compor a equipe pra mais um dia de água. E pra finalizar, lembram da presença de uma pessoa que seria o integrante ideal para tal desafio, Galtierre, pirenopolino que reside hoje em Brotas onde trabalha como condutor de rafting e integra a equipe B da seleção brasileira de rafting na equipe Bozo D'água.
E assim partem rumo à cidade de Corumbá de Goiás e continuando o caminho pela BR 414 com um total de 27 km, chegam ao Camping Clube Salto Corumbá, onde já começam a dividir os EPI's dos integrantes e a inflar o bote. A embarcação utilizada foi um bote de rafting de 12 pés com lotação máxima para 7 pessoas em uso comercial, mas que no momento levaria apenas 5 integrantes, divididos em 4 integrantes na posição esportiva envolvendo as bisnagas centrais com as pernas e o condutor da embarcação na popa, ou no fundo do bote. Antes da decida claro não pode faltar a preparação do corpo, mas propriamente da barriga, com uma pausa pro café da manhã na lanchonete do atrativo.
| Já na beira do rio mais uma pausa pra admirar a Cachoeira do Ouro que estava do jeito popular que falamos aqui; "bufando". Antes de entrar definitivamente no rio, é hora de pedir licença a mãe natureza pra encarar os desafios que estão por vir e proteção as divindades pra que tudo ocorra bem, e hora de planejar a descida e os procedimentos a serem executados na descida. E assim criam um lema específico pra ocasião; "Cada um por si, e todos pelo bote", com o rio nesse nível a regra é que cada um tente salvar a sua própria vida, pois se trata de uma descida esportiva onde todos têm noção dos perigos que vão enfrentar e em caso de uma virada, quem estiver mais próximo do bote deve agarrá-lo e desvirá-lo e quem cair mas afastado deve nadar pras margens do rio e procurar um ponto seguro. |
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Equipe inflando o bote pra entrar no rio.
Foto: Manfredo Oliveira |

Cachoeira do Ouro 01/01/2012.
Foto: Cerrado Aventuras |
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Foco, respeito e coragem "a união faz a força".
Foto: Manfredo Oliveira |

Bote em 45º pra desviar dos galhos nas margens.
Foto: Manfredo Oliveira |
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E assim saem com previsão de parada no Atrativo Camping Monjolinho a quase 13 km de distância do ponto de saída, o mesmo percurso feito por turistas no rafting comercial só que agora, no rio com mais de três metros a cima do nível normal. Os perigos aí já são bem maiores e de difícil controle, pois requerem um trabalho de equipe em sincronia, leitura rápida da linha de descida do rio, destreza dos participantes e atenção, bastante atenção aos diversos perigos que surgem em um rio cheio. Não só o movimento das águas que se torna de uma força descomunal, movendo uma massa de mais de três metros cúbicos de água que gera uma pressão de toneladas te empurrando rio a baixo. As margens que antes eram os barrancos, agora são emaranhados de galhos de árvores que se tornam perigos mortais, devido o risco de em caso de alguém ir |
pra água e ficar com o colete enroscado em um desses galhos, junto a pressão da água que tende a sobrepor qualquer obstáculo, pressionando o corpo da pessoa pro fundo do rio.
Chegando na primeira corredeira a do Sonho Verde, uma parada pra fazer o SCOUT, que é o momento antes da descida onde os condutores devem ver e traçar uma linha segura de descida, é crucial para o sucesso da equipe na transposição dos obstáculos. Depois de planejado é hora de remar forte pra não ser pego pelo "refluxo" movimento de rotação das águas que geralmente puxa a embarcação de volta pra queda da cachoeira, sendo necessário bastante calma e conhecimento do local pra poder mergulhar na direção correta, caso contrário, os caldos repentinos e a fadiga podem ser armadilhas muito perigosas.
| A cada corredeira uma sensação diferente, adrenalina a mil, coração acelerado e o corpo todo em um estado de êxtase que aumenta a capacidade de raciocínio e a capacidade de reação, deixando o corpo preparado pra lutar contra os bloqueios psicológicos e contra as barreiras do rio. Nessa hora parece que nada mais existe no mundo, apenas o objetivo comum de chegar ao ponto final, de completar o percurso sem nenhuma baixa. Já na corredeira Pedra Grande no lugar daquelas pedras expostas que sempre atrapalham o bote a descer, havia só uma grande massa de água marrom com ondas e refluxos e no local da pedra grande havia uma enorme onda que caia quase que abaixo do nível do rio se levantando a quase 2m de altura. |
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Equipe inflando o bote pra entrar no rio.
Foto: Manfredo Oliveira |
Na corredeira Paraíso dos Sonhos a equipe passou tranqüilo, nenhuma pedra exposta e ondas de mais de um metro de altura embalavam e balançavam o bote de forma relaxante e prazerosa. E chegando ao Camping Monjolinho mais um desafio, transpor um refluxo reto da cachoeira monjolinho e depois a sequência da corredeira Engole Bote e da corredeira Rala Bunda, que com o rio cheio cria uma onda lateral à direita na engole bote e com um refluxo bem forte a esquerda dessa corredeira. E antes de descer é a hora do scout pra não correr o risco de estragar tudo na última corredeira do rio.
A cada corredeira uma sensação diferente, adrenalina a mil, coração acelerado e o corpo todo em um estado de êxtase que aumenta a capacidade de raciocínio e a capacidade de reação, deixando o corpo preparado pra lutar contra os bloqueios psicológicos e contra as barreiras do rio. Nessa hora parece que nada mais existe no mundo, apenas o objetivo comum de chegar ao ponto final, de completar o percurso sem nenhuma baixa. Já na corredeira Pedra Grande no lugar daquelas pedras expostas que sempre atrapalham o bote a descer, havia só uma grande massa de água marrom com ondas e refluxos e no local da pedra grande havia uma enorme onda que caia quase que abaixo do nível do rio se levantando a quase 2m de altura.
Na corredeira Paraíso dos Sonhos a equipe passou tranqüilo, nenhuma pedra exposta e ondas de mais de um metro de altura embalavam e balançavam o bote de forma relaxante e prazerosa. E chegando ao Camping Monjolinho mais um desafio, transpor um refluxo reto da cachoeira monjolinho e depois a sequência da corredeira Engole Bote e da corredeira Rala Bunda, que com o rio cheio cria uma onda lateral à direita na engole bote e com um refluxo bem forte a esquerda dessa corredeira. E antes de descer é a hora do scout pra não correr o risco de estragar tudo na última corredeira do rio.

Corredeira Pedra Grande.
Foto: Cerrado Aventuras |
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Entrada da corredeira Paraíso dos Sonhos.
Foto: Manfredo Oliveira |
-Expedição Corumbá, cheia do dia 2 de Janeiro de 2012
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Veja fotos das expedições.
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